Algo nos move. Paixões, sonhos e desejos também, mas existe algo mais. Alguma coisa não conhecida e não codificada. Um tipo de “certeza” de que há algo logo ali, mais adiante, mas que não temos como provar; nesse ponto só há duas escolhas: conter-se, impedir-se e viver na eterna dúvida e angústia do “e se eu tivesse feito...” ou entregar-se à busca, à investigação e permitir-se vivências inusitadas.
O “um pouco louco” é o que não se conforma, não se confina nem se limita à uma existência linear. Não quer ficar parado nem necessariamente sair correndo. Apenas não aceita a monotonia da viagem, busca incessantemente a paisagem da estrada.